sábado, 18 de outubro de 2014

Amar, Amar e Amar !!

Eu perdi uma das pessoas que mais amei na vida, perdi a calma e perdi a sensibilidade. Não sei mais o que é amar ou confiar cegamente em alguém, não posso abraçar as pessoas com toda minha força e amor, porque meu medo é maior que a minha dor. 
Perdi grandes oportunidades de viver ao lado de grandes pessoas, perdi a noção do tempo e do espaço e perdi a concentração no momento em que mais precisei dela. Deixei-me levar pelas angústias e pelos pesadelos, convivi com indivíduos que aparentemente me faziam bem, entretanto, só aparentemente. É aquela coisa de que o tempo vai levando os fúteis e deixando o necessário, neste caso o necessário é o essencial. Me refiro aos amigos e aos amores. 
Não é que eu queira ser fria o tempo todo, até porque eu nunca consegui realizar tal feito, já que sou apenas uma humana que tem emoções muito complexas e de vez em quando deixa o coração falar mais alto que a razão. Talvez esse seja um dos motivos pelo qual abri mão de muita coisa, contudo, não me fizeram falta. Com o passar do tempo percebi que posso ser feliz apenas com o básico, mas ao mesmo tempo ainda não é o suficiente. Não é o suficiente porque eu não tenho o básico. Amigos? Onde estão eles? Isso mesmo, aqueles que prometeram estar comigo a qualquer momento e em qualquer dificuldade. Onde se enfiaram? 
Minhas constantes mudanças de sentimentos e decisões devem ter os afastado de mim, todavia, se eles foram embora é porque nunca estiveram comigo. 
Amor, amor e amor, onde está esse sentimento tão sublime que invade o peito e faz você suspirar como uma boba por todos os lados? Senti isso uma vez na vida, para nunca mais. Eu não sei, mas pensando agora, acho que realmente fui boba quando perdi a chance de sentir o frio na barriga mais uma vez... 

domingo, 12 de outubro de 2014

Meu riso mais fajuto

Tudo começou a me atordoar cedo. As minhas lágrimas, já constantes, não cessavam. Mesmo assim levantei, coloquei o meu melhor vestido e sorri. Sorri como nunca havia feito antes.

Meu riso escondia as lamentações que estavam por trás dos meus olhos. O meu vestido apenas ajudou a melhorar a aparência, ainda assim não estava confortável. O dia não estava bom, uma nuvem cinzenta cobria o céu  e parecia combinar perfeitamente com o meu humor, infeliz e apagado. Não podia chorar, porque apesar de estar com a minha família não era justo que eu estragasse o dia das pessoas que eu mais amo com minhas reclamações bobas e inúteis sobre a vida. 
Não sou culpada por ser tão indecisa. As marcas do meu passado ainda refletem no meu presente. Quantas vezes tentei seguir em frente e deixar tudo para trás, escolher um caminho novo e pessoas novas. Tentei amar alguém e fracassei, tentei calar os soluços que insistiam em me sufocar, mas apenas deixei que as lágrimas caíssem, tentei ser feliz e realmente fui, mas a felicidade não é eterna.
Tudo o que mais queria é que fosse simples, acho que todos queriam isso. Não sei porque insistem em dizer que tudo que é difícil é melhor, até agora eu não vi esse lado positivo. Que melhor é esse que te impede de amar alguém e que te faz voltar atrás toda vez que tentam se aproximar. Que melhor é esse que não te deixa ser feliz e rir à toa, mas não um riso forçado, um riso daqueles que te faz ficar sem ar. Que melhor é esse que te faz negar um abraço com medo de apaixonar e acabar chorando, ali mesmo.
Eu realmente não entendo. Porque tudo isso? Porque comigo? Talvez agora só a minha cama seja a minha fiel companheira e amiga para todas as horas. Afinal é a única que me ouve sem dizer uma palavra estúpida na tentativa insana de me consolar.

Abaixo um dos meus poemas favoritos:

Sorri quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos vazios

Sorri quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador

Sorri quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados doridos

Sorri vai mentindo a sua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz
~John Turner e Geoffrey Parsons~

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Implodindo!

Não estamos livres das decepções. A cada dia estamos mais suscetíveis as falsas pessoas que nos cercam no trabalho, no colégio e na família. O mundo é realmente surpreendente e os indivíduos que nele vivem são lamentavelmente desprezíveis, falo no geral. Afinal, todos nós temos nosso lado podre, até eu mesma.
A evolução é algo que passa longe das mentes humanas e a compaixão pior ainda, talvez em algum momento as pessoas comecem a parar e refletir sobre seus atos, certamente iriam parar de se preocupar com a vida alheia e começariam a se importar com seus próprios problemas. Não estou falando isso só porque me incomoda, mas também porque me afeta diretamente. Nunca quis ser merecedora de compadecimento e muito menos ter todas as atenções voltadas para mim, ainda assim sempre fui alvo de críticas e querendo ou não eu tive que aceitá-las e sorrir, quando o mais queria era entregar-me as lágrimas que afogavam os meus pensamentos. Apesar disso enfrentei cada um que queria me ver caída e  sem mais nenhuma escolha para minha vida. 
Com certeza em alguns momentos eu me vi indecisa em minhas decisões, provavelmente a lavagem cerebral que tentaram me fazer quase deu certo, no entanto a consciência falou mais alto e me livrou de algo que poderia ter, sem sombra de dúvidas, acabado com a minha vida. 
Eis que o tempo passa e eu acabo me deparando com o mesmo problema, entretanto a solução não parece ser a mesma, porque apesar das críticas surgem também as cobranças e isso não me deixa nem um pouco confortável. Todos os dias tenho que me portar como todos querem para que possam estar satisfeitos, tenho que sorrir para evitar que hipócritas me perguntem o que está acontecendo, quando na verdade ninguém se importa. Tenho que ficar muda para servir de saco pancadas para aqueles que não tem nada, além de minhocas, no cérebro. Enfim, eu tenho que ser mil pessoas que eu não sou para que pelo menos metade das pessoas que me cobram algo, possam estar satisfeitas, estando eu feliz ou não! 
   

sábado, 4 de outubro de 2014

Double Quartet '-'

Algumas vezes precisamos aceitar decisões que foram tomadas por outras pessoas, mas que interferem diretamente em nossa vida. Decisões essas que podem ser boas ou ruins. Quando conhecemos pessoas, mas conhecemos de verdade, na maioria das vezes queremos tê-las por perto pelo resto da vida. E não foi diferente comigo. 
Três grandes pessoas mudaram  a minha insignificante presença nesse mundo de uma hora para outra. Posso dizer que esses indivíduos são os melhores amigos que alguém poderia ter. Em meio a tantos risos e deboches eu fui me acostumando com a felicidade repentina, estar cercada de pessoas que não me esnobam por maldade foi uma experiência única, ter a oportunidade de ter sido eu mesma durante algum tempo foi a melhor coisa me aconteceu, mas tudo que é bom dura pouco. Como diria Renato Russo:
 Se lembra quando a gente
Chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre
Sem saber
Que o pra sempre
Sempre acaba

Eu sei que tenho grande participação nessa decisão, mas eu juro que não foi porque eu quis, algumas coisas acontecem simplesmente porque tem de acontecer. Apesar de estar sofrendo com esta escolha eu não me arrependo. Todos queríamos que nosso final fosse outro, todavia, nossos sentimentos ficaram tão embaralhados que não sabíamos por onde ir, portanto hoje, o nosso afastamento é mais que óbvio e não adianta querer esquecer algo que nunca será esquecido, tanto as coisas boas quanto as ruins ficarão guardadas em nossa memória eternamente. Possivelmente os caminhos de nossas vidas voltem a se cruzar em algum momento, mas até lá estaremos aqui, nos perguntando porque chegamos a tal ponto!


               ~Dedicado ao Eterno Quarteto Duplo~