sexta-feira, 11 de julho de 2014

Nostalgia

Já não sou mais aquela menina inocente que brincava de boneca e se lambuzava na chuva. Mas continuo sendo a criança que fazia perguntas e não se contentava só com um "porque sim". 
Quantas saudades desse tempo, onde minha vó nos colocava em uma roda e começava a contar estórias de carochinha. Lembro-me muito bem do cheirinho de bolos de milho, assados em forno à lenha, que ela nos servia, e que delícia eles eram. 
E o meu avô que chegava em casa todos os dias às seis e meia da tarde trazendo a penca de banana que eu tanto amava. 
E que preocupações eu tinha? Escolher o sabor do sorvete, como era difícil! Aprender a andar de bicicleta sem as rodinhas. Era tudo tão trabalhoso, mas me dei conta de que prefiro as dificuldades da infância do que as responsabilidades da adolescência.
Acabo de descobrir que o tempo é o maior vilão da minha vida. Crescer não é tão bom quanto parece, e se eu pudesse voltaria muitos anos, reviveria todos aqueles momentos e consequentemente seria mais feliz. 
O que fazer para curar essa nostalgia, que me persegue da noite ao dia? 

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